O que esperar de 2026?

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Além dos riscos mais iminentes e os mais a longo prazo, anunciados recentemente pelo World Economic Forum no relatório publicado anualmente https://www.weforum.org/publications/global-risks-report-2026/ e as turbulências globais, vivenciadas diariamente, as empresas e os profissionais continuam empenhadas, trabalhando incansavelmente para sobreviver, crescer, realizar as transformações necessárias em suas cadeias de valor e, com isso atingir os objetivos estabelecidos para mais um ano que traz a esperança de renovação.

Sem dúvida nenhuma a resiliência das empresas e das pessoas continuarão a ser testadas.

E, como se preparar para os desafios mais complexos, para algo cujo esforço vai além do imaginável?

É possível se planejar para os imprevistos?

A escolha, a vontade, a garra podem ser maiores que os obstáculos?

São perguntas que confundem a realidade do líder empresarial e a pessoa que adota um esporte amador e abraça os desafios de forma profissional.

A cada ano procuro, em meio aos objetivos a serem cumpridos como empresária, professora e consultora, junto às dezenas de partes relacionadas para as quais presto conta diariamente, estabelecer alguns objetivos pessoais ligados a estudos para o crescimento na carreira e ao esporte amador que adotei aos 50 anos, que é o ciclismo.

O objetivo precisa ser além do que eu imagino ser capaz de atingir.

Recentemente, gravei um videocast com a grande profissional e amiga Bianca Vilela , para justamente trazer estes pontos em relação à experiência que tive em 2025 ao realizar a prova chamada Haute Route Alps. Uma prova de 7 dias extremamente desafiadora.

https://youtu.be/-qfiB3C6zGQ

Além desta prova, duríssima, estabeleci o objetivo de completar a certificação, a segunda pela CFA Institute em Climate Risk, Valuation and Investing, a qual finalizei no início deste mês de Janeiro, ao completar a avaliação final. Foi um ano de estudos e trabalhos que ensinaram a conectar a sustentabilidade às finanças, de uma forma bastante aprofundada, pelo olhar do investidor e de outros operadores do mercado financeiro.

Conciliamos tantos papéis simultâneos na vida. E eles parecem atrair cada vez mais desafios complexos. A beleza está em mergulhar a fundo, planejar e prever os passos adiante sem deixar que eles o paralisem de medo do desconhecido. Esta é uma linha tênue.

E assim será mais este ano que começa turbulento do ponto de vista geo-econômico. Por mais que seja possível prever e planejar precisamos estar preparados para o inusitado, o desconhecido, as surpresas, boas e ruins.

Assumir a coordenação da Comissão de Sustentabilidade & Clima do IBGC será, igualmente, mais um desafio. A Governança corporativa, a qual acredito ser fundamental para as companhias garantirem sua perpetuidade e resiliência, exige muito conhecimento, trocas e aprendizados colaborativos.

Trabalhar com educação e transformação, pessoal e empresarial, traz infinitos aprendizados, a oportunidade de conhecer a história de vida de muitas pessoas, de empresas, de empreendedores. Pessoas que acreditaram, acreditam e irão continuar acreditando no poder do trabalho, da força da união de talentos e na crença de que o Brasil ainda apresenta um terreno fértil para realizar projetos e continuar sonhando com um planeta habitável para as novas gerações.

Acredito como empresária, professora, mãe e quase-avó de um menino.

Que 2026 não espere a sua vontade de realizar!